Apesar do sol forte, o dia estava cinzendo e a manhã fria. Dirigia pensando em estratégias para um novo dia que, sem dúvidas, seria outro dia cheio de obstáculos a serem traspassados. Estacionou. Ficou satisfeito por ter conseguido uma vaga boa, num local onde as probabilidades de seu carro ser roubado ou riscado ou batido eram quase nulas, dado a vaga ser protegida pelas vagas ao lado e pela constante movimentação daquele lugar, e ficou pensando como as pessoas se contentam com as pequenas e simples coisas da vida, as quais dão tanta importância desnecessáriamente.
Seu relógio o informava que não estava na hora ainda, logo acendeu outro cigarro e resolveu esperar olhando o nebuloso céu daquele momento, onde os silfos brincavam de fazer formas diferentes a cada olhar, mas de um mesmo explendor que facina à cada um que olha.
Um barulho de freio e um de batida. Ao longe se via quatro rodas que apontava para aquele infinito turvo e não se preocupou, pois resolveu repelir a hipocrisia que toma conta de todo humano que, ao ver um acidente vai até o mesmo bradando querer ajudar, porém deveras estar apenas saciando a própria curiosidade e tendo o regozijo de observar o acidente e saber que aquele não é um problema dele.
Enfim desperta destas divagações e, ao apagar o fumo então findado, acaba por entrar mais uma vez naquele covil, onde as pessoas se transformam em bestas lutando desesperadamente por uma sobrevivência virtual e nonsense...