Apesar do sol forte, o dia estava cinzendo e a manhã fria. Dirigia pensando em estratégias para um novo dia que, sem dúvidas, seria outro dia cheio de obstáculos a serem traspassados. Estacionou. Ficou satisfeito por ter conseguido uma vaga boa, num local onde as probabilidades de seu carro ser roubado ou riscado ou batido eram quase nulas, dado a vaga ser protegida pelas vagas ao lado e pela constante movimentação daquele lugar, e ficou pensando como as pessoas se contentam com as pequenas e simples coisas da vida, as quais dão tanta importância desnecessáriamente.
Seu relógio o informava que não estava na hora ainda, logo acendeu outro cigarro e resolveu esperar olhando o nebuloso céu daquele momento, onde os silfos brincavam de fazer formas diferentes a cada olhar, mas de um mesmo explendor que facina à cada um que olha.
Um barulho de freio e um de batida. Ao longe se via quatro rodas que apontava para aquele infinito turvo e não se preocupou, pois resolveu repelir a hipocrisia que toma conta de todo humano que, ao ver um acidente vai até o mesmo bradando querer ajudar, porém deveras estar apenas saciando a própria curiosidade e tendo o regozijo de observar o acidente e saber que aquele não é um problema dele.
Enfim desperta destas divagações e, ao apagar o fumo então findado, acaba por entrar mais uma vez naquele covil, onde as pessoas se transformam em bestas lutando desesperadamente por uma sobrevivência virtual e nonsense...
11.4.07
A você, com amor
O amor é o murmúrio da terra
quando as estrelas se apagam
e os ventos da aurora vagam
no nascimento do dia...
O ridente abandono,
a rútila alegria
dos lábios, da fonte
e da onda que arremete
do mar...
O amor é a memória
que o tempo não mata,
a canção bem-amada
feliz e absurda...
E a música inaudível...
O silêncio que treme
e parece ocupar
o coração que freme
quando a melodia
do canto de um pássaro
parece ficar...
O amor são Deuses em plenitude
a infinita medida
das dádivas que vêm
com o sol e com a chuva
seja na montanha
seja na planura
a chuva que corre
e o tesouro armazenado
no fim do arco-íris.
Vinicius de Moraes (com adaptações)
ao amor! pobre de quem nunca sentiu o amor, mesmo que às vezes com dor, nunca sentiu do peito brotar tal flor, que nos enfeitiça com seu extremo e agradável olor.
O amor é o murmúrio da terra
quando as estrelas se apagam
e os ventos da aurora vagam
no nascimento do dia...
O ridente abandono,
a rútila alegria
dos lábios, da fonte
e da onda que arremete
do mar...
O amor é a memória
que o tempo não mata,
a canção bem-amada
feliz e absurda...
E a música inaudível...
O silêncio que treme
e parece ocupar
o coração que freme
quando a melodia
do canto de um pássaro
parece ficar...
O amor são Deuses em plenitude
a infinita medida
das dádivas que vêm
com o sol e com a chuva
seja na montanha
seja na planura
a chuva que corre
e o tesouro armazenado
no fim do arco-íris.
Vinicius de Moraes (com adaptações)
ao amor! pobre de quem nunca sentiu o amor, mesmo que às vezes com dor, nunca sentiu do peito brotar tal flor, que nos enfeitiça com seu extremo e agradável olor.
5.4.07
Amor em paz
Eu amei
Eu amei, ai de mim, muito mais
Do que devia amar
E chorei
Ao sentir que iria sofrer
E me desesperar
Foi então
Que da minha infinita tristeza
Aconteceu você
Encontrei em você a razão de viver
E de amar em paz
E não sofrer mais
Nunca mais
Porque o amor é a coisa mais triste
Quando se desfaz
Vinícius de Moraes
há muito não escrevo... terei tempo e paz, então desenharei e pintarei e escreverei neste feriado.
um ótimo feriado à todos (poucos, porém importantes) que lêem este weblog
Eu amei
Eu amei, ai de mim, muito mais
Do que devia amar
E chorei
Ao sentir que iria sofrer
E me desesperar
Foi então
Que da minha infinita tristeza
Aconteceu você
Encontrei em você a razão de viver
E de amar em paz
E não sofrer mais
Nunca mais
Porque o amor é a coisa mais triste
Quando se desfaz
Vinícius de Moraes
há muito não escrevo... terei tempo e paz, então desenharei e pintarei e escreverei neste feriado.
um ótimo feriado à todos (poucos, porém importantes) que lêem este weblog
3.4.07
Amor, que o gesto humano na alma escreve
Amor, que o gesto humano na alma escreve,
Vivas faíscas me mostrou um dia,
Donde um puro cristal se derretia
Por entre vivas rosas e alva neve.
A vista, que em si mesma não se atreve,
Por se certificar do que ali via,
Foi convertida em fonte, que fazia
A dor ao sofrimento doce e leve.
Jura Amor que brandura de vontade
Causa o primeiro efeito; o pensamento
Endoudece, se cuida que é verdade.
Olhai como Amor gera, num momento
De lágrimas de honesta piedade,
Lágrimas de imortal contentamento.
Luís de Camões
salve o amor, pois dele a alma se alimenta e revigora suas feridas. permite ao homem que afie suas armas, pula seus escudos e enfrente o mundo de peito aberto, pois sabe que sobreviverá, porque precisa sobreviver, afinal sabe que delicados braços o esperam em casa para envolvê-lo e acariciá-lo em doces e sumptuosas carícias...
Amor, que o gesto humano na alma escreve,
Vivas faíscas me mostrou um dia,
Donde um puro cristal se derretia
Por entre vivas rosas e alva neve.
A vista, que em si mesma não se atreve,
Por se certificar do que ali via,
Foi convertida em fonte, que fazia
A dor ao sofrimento doce e leve.
Jura Amor que brandura de vontade
Causa o primeiro efeito; o pensamento
Endoudece, se cuida que é verdade.
Olhai como Amor gera, num momento
De lágrimas de honesta piedade,
Lágrimas de imortal contentamento.
Luís de Camões
salve o amor, pois dele a alma se alimenta e revigora suas feridas. permite ao homem que afie suas armas, pula seus escudos e enfrente o mundo de peito aberto, pois sabe que sobreviverá, porque precisa sobreviver, afinal sabe que delicados braços o esperam em casa para envolvê-lo e acariciá-lo em doces e sumptuosas carícias...