Sonhos Fúnebres
Ó Morpheus, o que quer dizer-me com tais cenas?
Perda infame de toda e qualquer vivência
Deitado em fúnebre cama toda minha física essência
Ao findar de vez esta dança de músicas obscenas
Pego-me divagando sobre as reações.
Parentes viriam de longe, enfim, me visitar?
Amigos se reuniriam para beber e lamentar?
Como seria tal amálgama de emoções?
E ao deitar-me no colo da mãe em descanso eterno
Lembrariam-se de mim, do nosso viver, com afeto
Ou me esqueceriam logo, quando acabasse todo tormento?
Ficaria gravado e perpétuo nas memórias incandescentes
De momentos felizes, histórias e obras passadas aos descendentes
Ou acabaria de uma vez por todas selado e abandoado no abismo do esquecimento?
Augusto TMW